Márcia Zilio/Cereja Dourada. Tecnologia do Blogger.

A cada dia que passa eu fico me cobrando o que tanto me assusta escrever, ou voltar a escrever. Talvez escrever seja uma forma de mostrar o que tem dentro, explodindo, querendo ser gritado e contado... talvez o escrever seja apenas a necessidade de ser escutada. Ou pior que isso, seja mascarar o que realmente sinto, e fingir que é o contrário do que digo! Entre histórias e estórias... volto às linhas e ao jogo de palavras, para formar sentimentos e sensações.

Dias estranhos desse ano! Eu tinha um plano. Eu acreditava tanto nesse plano que não me preocupei em nenhum momento em ter uma carta na manga. E assim, a vida decidiu que os planos tinham que mudar, e assim se fez. TUDO MUDOU! E para quem sempre teve a certeza de ter controle absoluto sobre as estratégias que havia traçado já há um bom tempo, se percebe sem papel e caneta, com um livro lacrado e em branco!

E como tudo na vida, tem o copo meio cheio e o copo meio vazio... andei com o copo meio vazio, até perceber que ele podia quem sabe ficar meio cheio! Cheio de mim! De eu mesma! De contos que quero fazer verdade, de mentiras que quero tornar histórias, de medos que quero transformar em coragens, de insanidades cultuadas na imaginação. Um copo transbordando de mim! Sinto sede de me embebedar de mim mesma!

Saio de casa, sem rumo algum e no céu a véspera da lua cheia me inspira. Inspiração de coragens absurdas, de tirar o sapato e andar descalça, de soltar o cabelo e deixar ele como ele quiser, de tomar champagnhe no bico, descalça, descabelada, com uma rosa vermelha na orelha... tipo louca, tipo um qualquer, tipo eu mesma! Cheia de mim! Cheia de razão, cheia de certeza, cheia de amor por mim, pela vida que se apresenta, pelas possibilidades que surgem, pelos caminhos que se fecham, pelas pessoas que se vão e pelas que ficam! Pelos desejos que não supri e pelas raivas que ainda vou sentir!

Mas não saio. Não saio, mas fecho os olhos e é como se estivesse! Quase bêbada das minhas visões sobre como seria sair, quase com calos nos pés de tanto andar com a minha imaginação. O cabelo tá solto, a bebida ta gelada, amanhã é um novo dia. Vamos dormir! Logo o dia amanhece, a rosa do cabelo vira o perfume nos cachos moldados, os calos são os sapatos, mas a minha essência, continua: cheia de mim!







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